Criada pela Direção de Asset Management da Infraestruturas de Portugal, esta nova estrutura terá como área de atuação cerca de 200 pontes situadas em zonas com coluna de água significativa, onde a dinâmica do fundo exige monitorização regular.
A Direção de Asset Management (DAM) da Infraestruturas de Portugal (IP) criou o Centro Integrado de Batimetria (CIB), uma estrutura interna altamente especializada dedicada ao mapeamento de fundos subaquáticos de obras de arte na rede rodoviária e ferroviária nacional. O Centro terá como área de atuação cerca de 200 pontes situadas em zonas com coluna de água significativa, onde a dinâmica do fundo exige monitorização regular.
Integrado no Departamento de Inspeção e Diagnóstico de Estruturas Especiais da empresa, conta com recursos partilhados de outras equipas de inspeção, potenciando sinergias e a otimização de recursos. O novo Centro surge após duas décadas de monitorização realizada com recurso a meios externos, num contexto de crescente volume de informação e exigência técnica.
Tecnologia de última geração: batimetria multifeixe
Em novembro de 2025, o CIB concluiu a aquisição de uma solução de batimetria multifeixe de última geração, passando a integrar internamente tecnologia até agora utilizada apenas com apoio externo. O sistema combina sensores acústicos e eletromagnéticos montados num drone aquático autónomo (USV), garantindo elevada versatilidade, segurança e acesso a zonas de difícil navegação. A solução permite a leitura integrada das componentes imersa e emersa, a modelação de objetos de pequenas dimensões e, em determinados casos, a identificação do tipo de material do fundo.
A articulação com o Centro de Inspeções Subaquáticas (CIS) permite que os levantamentos batimétricos precedam as inspeções de mergulho, aumentando a segurança e a eficiência operacional. O pequeno tamanho do drone (1,00 m × 0,70 m) possibilita ainda o acesso a áreas com obstáculos, com menor risco e restrições de navegação.
A integração dos dados no SIG Empresarial assegura o acesso e a disponibilização de plantas batimétricas, modelos 3D, mapas do tipo de material do fundo e perfis de evolução temporal dos leitos.
Os testes decorreram na Doca de Alcântara, em articulação com a Administração do Porto de Lisboa (APL).